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O ENGENHEIRO FLORESTAL NO MANEJO DE FAUNA SILVESTRE




O
s objetivos de manejo de populações de animais silvestres podem ser resumidos em diferentes alvos: no aumento de uma população em declínio e/ou que esteja ameaçada de extinção; na exploração de uma população para obtenção de uma produção sustentável; ou na redução da densidade de uma população-problema cujo tamanho encontra-se acima do desejável.

A principal função do engenheiro florestal em termos relativos ao manejo de fauna silvestre, visa atentar ao desafio do empreendimentos florestais comerciais do Brasil, em reconhecimento aos aspectos dos plantios comerciais, grande parte das empresas de base florestal tem procurado melhorar, sob o contexto ambiental, o desempenho de tecnologias de plantio, condução e colheita. Desta forma dá-se a importância dos conhecimentos do profissional da engenharia florestal, nos conhecimentos relativos as estratégias que tratam das relações da fauna silvestre com os plantios florestais homogêneos, fato este que ainda merece bastante atenção no Brasil. Uma vez que o avanço dos estudos nesta área, favorecerão a melhor coexistência entre produção e conservação faunística, desde a manutenção da biodiversidade, o controle biológico de pragas, manutenção de valores estéticos, dentre outros.

Para o sucesso de uma politica de manejo de fauna é fundamental que sejam definidos critérios de avaliação do sucesso de sua ação de manejo. Deve ser definido na forma de critérios de insucesso e que seja definido claramente de maneira mensurável. Como exemplo:

“A operação será julgada fracassada e será, portanto terminada, se o resultado X não for atingido no tempo T”.

O manejo da vida silvestre só pode progredir se a decisão técnica e o tratamento apropriado forem apresentados de maneira que os seus resultados possam ser avaliados na forma de uma hipótese testável.

Princípios do Manejo Sustentável

O crescimento de uma população é determinado pela sua relação com os recursos do qual necessita. Esta relação muitas vezes está ligada à disponibilidade de alimento, mais também pode estar relacionada a outros recursos necessários como abrigo, local de acasalamento, parceiro para acasalar, espaço, corpo d’água etc. Atividades de manejo geralmente implicam na alteração da taxa de crescimento populacional, seja aumentando  ou reduzindo.

Quando os recursos para o crescimento de uma população encontra-se em disponibilidade limitada ela pode crescer indefinidade em. Quando há competição entre os indivíduos pelo uso dos recursos necessários, ela cresce até um certo ponto em que os recursos passam a ser limitantes para seu crescimento. O tamanho populacional tende a crescer e decrescer variando com a disponibilidade dos recursos da natureza.

A técnica mais simples que pode ser utilizada para se alcançar o manejo sustentável de uma espécie, caso esteja sendo manejada para controle ou produção, é a remoção de parte da população no mesmo percentual de sua taxa de crescimento. ex.: se uma população de 200 animais cresce para 240 em um ano (aumento de 20%), extrai-se 40 animais (20%) dessa população.

Quanto maior a taca de crescimento de uma população maior a possibilidade de explora-la.

Manejo de População-Problema

O manejo de uma população-problema visa a redução do dano por ela causado. Os objetivos técnicos do manejo da população-problema devem ser explicitados clara e adequadamente. O sucesso de sua implementação tem que ser medido como percentual de redução do dano causado pela espécie (ex.: redução das perdas florestais/agrícolas para até 5%) e não, em termos do número de animais extraídos da população-problema.

Uma população mesmo em seu estado estável pode estar trazendo danos econômicos ou estéticos ao homem ou sua propriedade, logo seu tamanho deve ser reduzido e mantido por meio de manejo contínuo.

O Engenheiro deve questionar os efeitos antes de iniciar qualquer ação de controle de uma população. O primeiro deles está relacionada à real necessidade de controle; o custo/benefício de se realizar esse controle; consequências do controle (meio ambiente, espécies não-alvo) e por fim às causas do dano. Seria a espécie escolhida como espécie-alvo a causadora dos danos?

Métodos de controle de populações problema

Controle mecânico: remoção de animais da população utilizando armadilhas, tiro, atração visual ou sonora para armadilhas, repelência visual ou sonora e uso de barreiras que impeçam a passagem dos animais.

Controle biológico: uso de predadores, agentes patogênicos ou introdução de reprodutores inférteis na população.

Controle químico: uso de veneno ou medicamentos.

Medidas sanitárias: redução da disponibilidade de alimentos e abrigos para a espécie-praga.

SE GOSTOU DESSA, CONFIRA...





 *com informações de

MOREIRA, J.R.; PIOVEZAN, U. Conceito de Manejo de Fauna, Manejo de população problema e o exemplo da capivara. 23p. Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Documentos: ISSN 0102-0110; 155.

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