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MANEJO DE FLORESTAS NATIVAS NA AMAZÔNIA



A Amazônia é o maior bioma do Brasil: num território de 4,196.943 milhões de km2 (IBGE,2004), crescem 2.500 espécies de árvores (ou um-terço de toda a madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul).

A Amazônia é quase mítica, um verde e vasto mundo de águas e florestas, onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento, reprodução e morte de mais de um-terço das espécies que vivem sobre a Terra.

Toda essa grandeza não esconde a fragilidade do escossistema local, porém. A floresta vive a partir de seu próprio material orgânico, e seu delicado equilíbrio é extremamente sensível a quaisquer interferências. Os danos causados pela ação antrópica são muitas vezes irreversíveis.

Manejo de florestas
Manejo Florestal é classicamente definido pela sociedade Americana de Engenheiros Florestais SAF (1958), como aplicação de métodos empresariais e princípios técnicos na operação de uma propriedade florestal. A silvicultura, parte integrada do manejo, é a parte da ciência florestal que trata do estabelecimento, condução e colheita de árvores.

Por que manejar?
As principais razões para manejar a floresta são:
Continuidade da produção ­  A  adoção  do  manejo  garante  a  produção  de  madeira  na  área indefinidamente, e requer a metade do tempo necessário na exploração não manejada.

Rentabilidade ­ Os benefícios  econômicos  do  manejo  superam  os  custos.  Tais benefícios decorrem do aumento da produtividade do trabalho e da redução dos desperdícios de madeira.

Segurança de trabalho ­  As técnicas de manejo diminuem drasticamente os riscos de acidentes de trabalho. No Projeto Piloto de  Manejo  Florestal  (Imazon/WWF),  os  riscos  de  acidentes       durante o corte na operação manejada foram 17 vezes menor se comparado às situações de  perigo na exploração predatória.

Respeito à lei ­ Manejo florestal é obrigatório por lei. As empresas que não fazem manejo estão sujeitas a  diversas  penas.  Embora, a ação fiscalizatória  tenha  sido  pouca  efetiva  até  o momento, é certo que essa situação vai mudar. Recentemente, tem aumentado as pressões da sociedade para que as leis ambientais e florestais sejam cumpridas.

Conservação florestal­ O manejo da floresta garante a cobertura florestal da área, retém a maior parte da  diversidade  vegetal  original  e  pode  ter  impactos  pequenos  sobre  a  fauna,  se comparado à exploração não manejada.

Serviços ambientais ­ As florestas  manejadas  prestam  serviços  para  o  equilíbrio  do  clima regional e global, especialmente pela manutenção do ciclo hidrológico e retenção de carbono.

São consideradas florestas manejadas aquelas, com importância para a conservação de biodiversidade, para as quais há prescrições de cortes, tratamentos silviculturais e proteção com o objetivo de produção comercial e outros benefícios de forma sustentada, a floresta Amazônica não foge a regra.

As florestas naturais heterogêneas, particularmente as tropicais, acham-se em regiões onde se localiza em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. As causas de depredação destas florestas são os cortes seletivos da madeira, o crescimento populacional e a crescente atividade da agropecuária extensiva. Na América Latina, o fator principal de depredação das florestas tropicais é a atividade agropecuária influenciada por pressões de demandas geradas pelas políticas governamentais.

As florestas tropicais são caracterizadas por imensa diversidade flora e fauna. Contudo esses recursos foram e estão sendo explorados de maneira desordenada, causando grandes impactos ambientais aos ecossistemas dessas regiões

A Amazônia passou a ser o centro das atenções. Considerando a sua expressiva cobertura vegetal, cada vez mais se torna evidente a sua importância como proteção e abrigo às diferentes formas de vida.

Neste processo, o manejo florestal contribui, de forma decisiva ao visar a sustentabilidade da produção madeireira sem comprometer o funcionamento do ecossistema e conserva os seus processos estruturais e funcionais.

O manejo para produção sustentável destas florestas, quando praticado sob critérios técnicos, econômicos e sociais, garante os níveis de satisfação e necessidade das gerações presentes e futuras, bem como a sustentabilidade e renovabilidade do recurso.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente o manejo Florestal Sustentável é a administração da floresta para obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos e subprodutos não-madeireiros, bem como a utilização de outros bens e serviços florestais.  

Desmatamento na Floresta Amazônica
O Manejo Sustentável das florestas da Amazônia é uma forma de frear o desmatamento ilegal, visto que no ano passado (2016)  o desmatamento na florestas amazônicas cresceu quase 30% esse é o pior resultado desde 2008. Os dados são do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia que monitora a devastação da floresta.
Os estados que mais contribuíram para esse desmatamento foram o Pará, Rondônia e Mato Grosso.

Dentre as principais causas do desmatamento está a exploração ilegal de madeira, o corte de árvores para formação de pasto, isso tudo ocorre devido à falta de investimentos no monitoramento dessas áreas.
No acordo de Paris, no ano passado, o Brasil prometeu zerar o desmatamento na Amazônia até 2030 e recuperar doze milhões de hectares de floresta para conter o aquecimento global. Mas, nesse ritmo, será impossível cumprir o compromisso.

Com informações de:

SILVA, V. S. M. Manejo de Florestas Nativas: Planejamento, Implantação e Monitoramento. Cuiabá – MT, 2006. 
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