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Organização e Administração de Empresas e Projetos Florestais


Central Florestal apresentará até o final do ano uma série de matérias e entrevistas sobre as grandes áreas da Engenharia Florestal
O desenvolvimento da tecnologia ao longo dos anos tem trazido inúmeros benefícios para a humanidade, inclusive ao setor florestal. Entre elas, está o melhoramento genético de espécies vegetais, técnicas de clonagem de plantas, mecanização de quase toda a cadeia produtiva de florestas, técnicas de recomposição de áreas degradas e manejo florestal. Entretanto, como toda ação tem a sua reação, as consequências ocasionadas pelo desenvolvimento insustentável da comunidade humana, entre muitas outras, destacam-se, a degradação do meio ambiente e a diminuição da cobertura florestal do planeta.
As florestas desempenham um papel muito relevante ambiental e ecológico para a sociedade, já que influenciam na formação de chuvas e melhoram a infiltração da água no solo, contribuindo na manutenção dos lençóis freáticos; absorvem gases que intensificam o fenômeno do efeito estufa, agregando carbono em sua biomassa vegetal e gerando matéria prima, como a madeira; conserva o solo contra a erosão, atua na reciclagem de nutrientes e formação de matéria orgânica; dentre muitos outros benefícios.
Fonte: Florestas do  Brasil em Resumo (2013)
O Brasil, atualmente, apresenta mais da metade de seu território coberto por florestas (54,4%), tendo 465 milhões de hectares de florestas nativas e 7,8 milhões de hectares florestas plantadas. Hoje, no ranking mundial, somos o segundo país com a maior cobertura florestal do planeta, atrás apenas da Rússia.
Assim, o potencial florestal econômico, ambiental e social do Brasil é enorme. A rica biodiversidade vegetal conferida em nosso território, dar origem a diversos produtos florestais madeireiros e não madeireiros proporcionada pelo clima tropical, e com sua infinidade de produtos que geram rendam e alimentam diversos brasileiros. No entanto, um vasto território de florestas para ser explorado, precisa de um nível elevado de organização e administração, para que sejam sustentáveis.
Entra em questão, então, a organização e administração florestal. Mas, qual a definição para estes dois temas? Vamos comentar o primeiro. A organização é uma forma como se dispõe o sistema para atingir os resultados pretendidos ou para a administração de empresas, entende-se por organização uma entidade social formada por duas ou mais pessoas que trabalham de forma coordenada em determinado ambiente externo visando um objetivo coletivo, envolvendo a divisão de tarefas e atribuição de responsabilidades.

O conceito de administração, de forma geral, é a tomada de decisão sobre recursos disponíveis, trabalhando com e através de pessoas para atingir objetivos, é o gerenciamento de uma organização, levando em conta as informações fornecidas por outros profissionais e também pensando previamente as consequências de suas decisões. É também a ciência social que estuda e sistematiza as práticas usadas para administrar. Assim, a organização é um dos elementos que compõe a administração.
Para qualquer setor, inclusive o florestal, e crucial uma administração de qualidade. O setor florestal trabalha com arvores e produtos florestais não madeireiros, e muito desses produtos, principalmente a madeira de florestas plantadas, o investidor só terá retorno financeiro do investimento em longo prazo, assim requer – se organização e uma ótima administração. Para se ter uma ideia, em um projeto de Manejo Florestal Sustentável, é necessário elaborar um Plano de Manejo, documento técnico ou instrumento de organização de processos futuros que permite otimizar as ações destinadas a alcançar objetivos propostos para a área. São necessárias doze etapas para a sua elaboração:

Ilustração das fases de um Plano de Manejo Florestal.
      Sem falar que cada etapa de um plano de manejo inclui uma série de itens. Assim, o processo de elaboração desse documento técnico e bem trabalhoso e exige bastante conhecimento de administração do Engenheiro Florestal que estiver coordenando todo projeto, buscando sempre diminuir os custos no campo e maximizar os lucros no mercado.
Afinal de contas, quais as funções de Engenheiro Florestal que trabalha no ramo administrativo?
·         Organizar os processos em torno da cadeia produtiva florestal, sempre procurando o meio mais adequado, com qualidade, que seja viável e lucrativo para o negócio;
·         Solucionar problemas eventuais de forma criativa e inovadora;
·         Delimitar metas de produtividade ou de extração de recursos florestais;
·         Definir objetivos de acordo com o campo de atuação no setor florestal;
·         Liderar equipes, acompanhando as atividades no campo, cronogramas de execução, qualidade dos serviços e tarefas. Mas a principal função de um administrador, independentemente de qualquer área, é gerenciar e criar estratégias para atingir as metas da empresa.
Além disso, o Engenheiro Florestal, desde do inicio de sua formação na graduação, deve – se atentar em qual campo deverá atuar:
- Setor Produtivo: empresas de consultoria, movelaria, celulose e papel, insumos florestais, manejo florestal, gestão ambiental e etc.
- Setor de Conservação: reservas públicas e privadas, parques, áreas de preservação permanente, áreas de manejo florestal, áreas de extrativismo.
- Desenvolvimento comunitário: pesquisa, ensino, extensão, agricultura familiar.

Como estamos falando de Organização e administração de Empresas e projetos florestais no âmbito do Manejo Sustentado das Florestas, qual seria o papel do Administrador florestal neste ramo? Se você lembrou de algum ou não confira abaixo:
·         Importância social na elaboração e consolidação das políticas e técnicas voltadas ao desenvolvimento sustentado das florestas e áreas afins. 
·         Ator Social importante no conhecimento científico das florestas visando a produção de bens e serviços, e na sua preservação e exploração sustentada.
·         Conhecer Planejamento Florestal.
·         Ter condições de articular e coordenar equipes multidisciplinares para o desenvolvimento e exploração dos recursos das florestas e outros recursos naturais.
·         Desempenhar papel catalisador no planejamento, gestão, exploração, preservação e uso sustentável dos recursos florestais (naturais ou homogêneos).
·         Exercer o papel de técnico, planejador e administrador preocupado ambiental e economicamente, e principalmente estar comprometido com a sociedade.
·         Ser acima de tudo CIDADÃO, com deveres, direitos e postura ética.

Projetos Florestais
Como em qualquer área da Engenharia, antes do profissional da Engenharia Florestal executar um trabalho em campo é necessário ter um conjunto de comandos que irá lhe orientar em suas atividades e, principalmente, o objetivo da execução de sua mão de obra. Assim, um projeto é ideal para a orientação do profissional afim de resolver um problema.
De acordo com o site do O Instituto de Gerenciamento de Projetos, Projeto é definido como um conjunto de atividades temporárias, realizadas em grupo, destinadas a produzir um produto, serviço ou resultado únicos. Assim, um projeto não se trata de uma operação de rotina, mas um conjunto específico de operações destinadas a atingir um objetivo em particular. E/ou mesmo, o projeto em si tem por objetivo solucionar um problema por meio de atividades organizadas.
Portanto, Projetos Florestais são atividades e/ou serviços temporários voltados para as diversas áreas da Engenharia Florestal, afim de solucionar os problemas, sendo planejadas e descritas em um documento, com um início e fim determinados, além de um escopo e recursos definidos. 
Em qualquer projeto, seja de qualquer área do conhecimento, possui as seguintes características:
- Objetivo definido em função do problema, cuja solução é o critério para definir seu grau de sucesso;
- São realizados em função de uma necessidade específica, um problema.
- São finitos: têm começo e termino programados;
- Solucionado o problema, o projeto termina;
- São irregulares, ou seja, fogem da rotina.

Com informações de:
Florestas do Brasil em resumo - 2013: dados de 2007-2012. / Serviço Florestal Brasileiro. – Brasília: SFB, 2013.
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