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A crise hídrica e a Engenharia Florestal: Mudanças de hábito a vista!

Crise trará oportunidades para profissionais da Engenharia Florestal

Nas últimas décadas, cientistas, pesquisadores, sobretudo ambientalistas, insistiram em alertar o governo e a sociedade sobre os riscos de crises ambientais catastróficas, sobretudo crise hídrica. De fato, foram interpretados como navegantes da utopia. Nos disseram para não desmatar florestas, nos avisaram da supressão da Mata Atlântica, nos pediram para revitalizarmos as bacias hidrográficas, recuperar mananciais, investir e ampliar os sistemas de captação e tratamento de esgoto, nos avisaram da pressão que a indústria e agronegócio estavam fazendo sobre a água e áreas de aquífero. Cansaram de nos pedir para fecharmos as torneiras, não lavar calçadas, desligar chuveiro ao ensaboar, etc, etc, etc.
    Vamos entender a problemática com dados, para não falar que estamos forçando o texto. Em nível mundial, o agronegócio consome 70% da água, indústria e mineração consomem 12%, e nós, seres humanos racionais, consumimos diretamente cerca de 4 % da água.
   Em meio a tantas crises em torno da água, já vimos o Rio São Francisco agonizar a ponto de ter sua nascente principal em status histórico, simplesmente secar, mas sem dúvidas em todo o país, os estoques de água em reservatórios das hidrelétricas em seus níveis mais baixos da história, rios sendo poluídos pelos municípios, agrotóxicos e fertilizantes do agronegócio, por escoamento superficial vem detonando mananciais, sobretudo São Paulo, que hoje se confunde com o Sertão Nordestino.
    Não quero parecer um inimigo do Agronegócio, que muito contribui com a economia do país, contudo, antes de qualquer coisa, é preciso fechar as torneiras deste Agronegócio, altamente consumidor, que faz uso intensivo da água em sistemas de irrigação altamente tecnológicos, e grande aliado ao desperdício. Vai pelo ralo dos rios, muita água desperdiçada, de mãos dadas com agroquímicos utilizados intensivamente na agricultura comercial. 
     Sem dúvidas, aliado ao desmatamento, é sim o agronegócio um dos grandes responsáveis pela crise hídrica no país. E olha que nem é o responsável pela nossa alimentação de fato, pois quase tudo é voltado para exportação. Saiba, é a Agricultura Familiar quem leva 70% dos alimentos à mesa dos brasileiros e quem provê mais de 80% dos trabalhos no campo.
  Diante toda essa discussão, entra o papel fundamental da Engenharia Florestal, que como nunca entra na tendência por demanda constante dos seus conhecimentos aplicados a reverter parte dos problemas ambientais vistos, sobretudo na Recuperação de Áreas Degradadas, de mananciais, bacias hidrográficas, práticas de fato mais sustentáveis.
  Não adianta contrariar, mas é somente o profissional da Engenharia Florestal, quem de fato conhece o funcionamento dos ecossistemas naturais e suas peculiaridades em termo de estrutura e manipulação. A partir da ciência florestal refinada em avanços com estudos de recuperação de ecossistemas no Brasil, faz do Engenheiro Florestal ser da gama de profissionais mais requisitados para este momento, com todo seu conhecimento teórico, prático, técnico e gestor, na busca por contornar toda essa problemática ambiental. 
   Técnicas já consolidadas para recuperação florestal, quem sabe são os Engenheiros Florestais.

*Por Luciano França - Portal Florestal

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