Ads Top

Tem emprego sim!

Foto: Variedades M.A
   O engenheiro florestal é o único profissional academicamente falando com capacidade potencial e apto à exploração sustentável dos recursos provenientes das florestas, sejam nativas ou implantadas, na obtenção da madeira, óleos, resinas e outras infinidades de sub-produtos. É quem sabe elaborar projetos de reflorestamento, planos de manejo, desenvolver processos de aproveitamento e beneficiamento de produtos advindos da floresta, é quem sabe melhorar geneticamente espécies florestais, é quem conhece detalhadamente um Viveiro de Mudas Florestais, é quem sabe fazer como ninguém um Inventário Florestal, é quem na Tecnologia da Madeira, conhece desde a anatomia da madeira até o processamento e destinação final do produto, é quem estudou 5 anos de graduação, se especializou ou pós-graduou para oferecer o suporte insubstituível quando se falar em árvores e recursos naturais. 
   "As ciências que lidam com o aproveitamento e a preservação dos recursos naturais têm recebido cada vez mais atenção nos últimos anos. O sistema econômico de fato promoveu e continua promovendo avanços tecnológicos como nunca se viu na história da humanidade; porém, talvez até tardiamente, percebemos que se não pensarmos que os recursos se esgotam ou que a qualidade vida pode ser drasticamente diminuída se não houver controle, todos perderemos".
   A Engenharia Florestal tem papel fundamental neste processo, ao se dedicar à exploração sustentável dos recursos vegetais. Nesse sentido, tanto órgãos governamentais (que desenvolvem pesquisas na área e fiscalizam a exploração) como empresas privadas que, quer para atender a legislação específica (código florestal atualizado em 2012) quer para buscar “certificações” (documentos que atestam a qualidade dos produtos, Estudos de Impactos Ambientais, Licenças Ambientais, Projetos Florestais), sinalizam para o aumento gradativo de empregos para os engenheiros florestais, em um mercado que já existe firmado e apto a receber novos profissionais.
    Infelizmente de algum tempo para cá, temos recebido aqui no Blog visitantes frustrados com a Engenharia Florestal, queixando-se de que não tem emprego, que os salários são baixos, que estão passando fome, estão trabalhando em outra área, etc, etc, etc... Enfim. A resposta a estas pessoas, é que: Tem emprego Sim! Você caro estudante prestes a se formar em Engenharia Florestal, explore profundamente a realidade do engenheiro florestal em sua região, conversando com outros profissionais da área para ter mais fundamentos para tomar sua decisão de vida, de trabalho, faça estudos de mercado e viabilidade econômica para quem sabe, se for seu foco, abrir sua própria empresa de consultoria e assessoria.
     Dito aqui que não existe profissão boa ou melhor que as outras, existem os bons profissionais. De fato, profissionais frustrados queixando-se de suas graduações, tem um monte por ai. Profissionais lapidando sua área de atuação, estudando, pesquisando, mesmo com dificuldades ou não, também tem bastante, e são esses que fazem das profissões, a valorização do escopo, e na Engenharia Florestal não é diferente. Engenheiro Florestal BOM, não fica parado. Não arrumou serviço pra ser empregado, Ok! Montou seu próprio negócio, é o chefe! Essas pessoas vão longe, eles moldam o setor florestal no Brasil. Graças ao bons profissionais no mercado, é que temos um Setor Florestal como um dos mais refinados do Mundo.
      Agora vamos aos dados, apenas no segmento produtivo do setor florestal, estima-se que ele é responsável por 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB de 2007) do Brasil, equivalente a US$ 37,3 bilhões, e por 7,3% das exportações totais do país, equivalente a US$ 10,3 bilhões, sendo o setor de celulose responsável por US$ 4 bilhões, o de madeira serrada, compensados e produtos de maior valor agregado por US$ 2,9 bilhões, o de móveis por US$ 1,05 bilhão e o de ferro gusa a carvão vegetal por US$ 1,65 bilhão. O setor é ainda responsável por gerar cerca de 7 milhões de empregos. O Serviço Florestal Brasileiro está desenvolvendo, em parceria com o IBGE, o projeto Contas Nacionais, que tem o objetivo de satisfazer os interesses de análise e de formulação de políticas florestais e ambientais para o País, pretende-se identificar a existência de possíveis falhas nas contas florestais e propor melhorias que subsidiem a sistematização do Setor Florestal Brasileiro no Sistema de Contas Nacionais ainda mais refinado com as novas realidades, atuais e futuras, da atividade florestal brasileira. Desta forma, pretende-se avaliar e dar a conhecer a efetiva contribuição do setor florestal para a economia do país, através da análise e detalhamento do Sistema de Contas Nacionais com foco nas atividades e produtos que evidenciem o setor florestal.



   De fato, devemos sim reconhecer que ainda há muito a fazer, a inserção da Profissão em diversos segmentos, desde vagas para concursos de empresas e órgãos que sempre nos deixam de fora, etc. Bem como muito a se fazer no setor florestal produtivo... Mas o otimismo, a pesquisa e o trabalho de gente engajada, é o que molda o setor e claro, a Engenharia Florestal.

*Com dados e informações de Serviço Florestal Brasileiro e Painel Florestal

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.