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Vitória da Conquista sedia o 4º Congresso Nordestino de Engenharia Florestal

Evento encerra na Quinta Feira, 28. Comitivas de todo o Nordeste estão no evento


Estudantes marcam presença no IV Coneflor

Foto: Rone Eduardo
A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) será o palco do 4º Congresso Nordestino de Engenharia Florestal (4º Coneflor) até esta quinta-feira, 28. O evento tem como tema as “Mudanças Climáticas Globais: atuação e perspectivas da Engenharia Florestal no Nordeste”. Ao todo, serão 16 palestras e 14 minicursos. A região sudoeste da Bahia tem uma área de 20 mil hectares de florestas plantadas e de acordo com o coordenador do curso na Uesb, professor doutor Joilson Ferreira, o momento é de preparar mão de obra qualificada porque a história florestal está começando a ser contada. O coordenador do congresso - o também professor doutor Miro Conceição - disse que o modelo florestal adotado nesta região da Bahia é diferenciado e vai dar o que falar mesmo sendo no clima semiárido. “A caatinga passará por uma revolução produtiva por meio do plantio de florestas”, destacou Miro Conceição.
UESB, Vitória da Conquista.  Foto: Luciano Cavalcante

A palestra de abertura do 4º Coneflor, cujo título é o tema do evento, foi proferida pelo professor doutor Sebastião Valverde, da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Valverde, que também é diretor científico da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), disse que as mudanças climáticas geram muitas polêmicas. “Precisamos aprender a respeitar o contraditório. Os profissionais são reféns de uma ideia mal criada, que acaba defendendo que a floresta não deve ser tocada, esquecendo-se que são os engenheiros florestais que hoje a plantam de forma reflexiva e, ao mesmo tempo, são vítimas de uma política punitiva”, detalhou Valverde.
Alunos e profissionais em abertura do evento.
Foto: Luciano Calvancante
Um público composto por cerca de 400 pessoas, entre alunos, professores, pesquisadores e produtores rurais, assistiu à palestra de Valverde, que pediu a todos que passassem a ler mais sobre as leis que regem o setor, sobretudo o Código Florestal. “Um caso emblemático é o carvão vegetal, que virou sinônimo de depredação, mas ninguém diz que essas regiões têm cobertura florestal. Estados que desenvolveram mecanismos desburocratizados estão atraindo empresas, como é o caso do Mato Grosso do Sul”, comentou Valverde.

Sebastião Valverde, da UFV, ministrou a palestra de abertura

Foto: Rone Eduardo
Para o professor, o momento é de reflexão na área florestal, por ser um setor polêmico e complexo. Segundo Valverde, não é possível mais trabalhar com a forma impositiva de algumas organizações não governamentais. “A região Nordeste pode dar uma grande resposta para o setor no Brasil e no mundo. As regras não podem dificultar o progresso. A Europa estabeleceu leis duríssimas e agora o velho continente vive efeitos de uma crise econômica que parece não ter fim. Carvão não é pecado, nem o eucalipto é comunista”, ironizou Valverde.
Na avaliação do professor, o que a sociedade precisa é entender que o setor florestal está atuando em áreas degradadas, ou seja, em locais que eram grandes áreas de pecuária extensiva e que não são mais um bom negócio. Valverde defendeu, ainda, que estes produtores devem buscar o apoio das empresas ligadas à silvicultura. Ele acredita que o setor deve focar nestas áreas e mostrar para o mundo que o reflorestamento é a construção de uma floresta comercial produtiva, formando a chamada economia verde. “A atividade florestal é a mais sustentável que existe e protege o meio ambiente. Isso é fato”, finalizou Valverde.
Fonte: Painel Florestal/ Adaptado

Um comentário:

  1. SOU BIÓLOGA E PARTICIPEI DO EVENTO, O QUAL CONSIDEREI MUITO ENRIQUECEDOR PUDE ADQUIRIR CONHECIMENTOS QUE CONSIDERO DE GRANDE VALIA PARA MIM, A ORGANIZAÇÃO ESTÁ DE PARABÉNS!!

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