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Empresa Florestal já trabalha na 2ª geração de cultivares clonados de cedro australiano

A 2º geração de cultivares clonados de cedro australiano deverá ser resistente à geadas, de madeira mais densa, casca grossa, e com a mesma resistência e produtividade dos materiais atuais

 
 Pioneira no melhoramento genético de meliáceas no Brasil, a empresa mineira situada em Campo Belo, recentemente lançou no mercado sua 1ª geração de cultivares clonados (linha BV 1000) e já trabalha no desenvolvimento da 2ª geração. A linha BV 1000 possui alta produtividade, resistência à pragas e doenças comuns no cedro australiano seminal, além de ter maior capacidade de adaptação em sítios mais pobres e diferentes regiões bioclimáticas, sendo um ganho sem precedentes para a cultura.
    A segunda geração de clones da Bela Vista Florestal está sendo desenvolvida com foco na ampliação do zoneamento do cedro australiano (Toona ciliata) para alcançar mais regiões bioclimáticas, fato já contemplado na 1ª geração. “O foco da primeira geração já disponível no mercado foi desenvolver cultivares clonados que apresentassem resistência às pragas e doenças comuns no material de semente, melhor adaptação a solos pobres e alta produtividade. Nesta segunda geração nosso foco será o aumento da densidade da madeira, engrossamento da casca das árvores e a resistência ao frio e à geada”, diz Eduardo Stehling, o biólogo da empresa e responsável pelo programa de melhoramento.
   Isto será possível graças à ampla base genética da espécie disponível no Brasil. Atualmente a empresa possui testes de progênies e pomares com fins de melhoramento, entre pomares de populações base e pomares de progênies selecionadas.
Cultivares de cedro australiano clonados in vitro.
   Além do resgate de materiais genéticos e de cruzamentos de matrizes em campo, um terceiro pomar, conhecido como “pomar clonal in door” está começando a dar frutos. Plantas matrizes já testadas e selecionadas por suas origens e características superiores foram enxertadas em vasos e vêm sendo estimuladas para produzir flores. “Este ano alguns enxertos já floresceram, mostrando que a pesquisa está no caminho certo. O objetivo principal é usar as matrizes do sul da Austrália resistentes ao frio, matrizes já identificadas como 30% mais densas que a média da espécie, matrizes com casca muito mais grossa que o normal da espécie, para realizar cruzamentos com matrizes já testadas de alta produtividade e resistência a pragas e doenças”. A nova geração será híbrida destes cruzamentos.Indo em linha contrária a outras iniciativas do mercado de espécies nobres (como meliáceas para produção de madeira serrada), o objetivo principal do trabalho da empresa sempre foi à obtenção de cultivares da espécie, e não a produção de clones não testados, explica Eduardo Stehling, biólogo e responsável pela pesquisa.                     
       A forma mais segura de se resgatar a juvenilidade de matrizes com potencial para cultivares no campo é através da clonagem in vitro. Com esta finalidade, a Bela Vista Florestal desenvolveu estudos de microprogação para garantir a qualidade das novas gerações de cultivares que virão. Os resultados são promissores e já existe um protocolo básico para a clonagem in vitro da espécie, em fase final de ajustes. A técnica é de fundamental importância porque permitirá o resgate de materiais genéticos selecionados, sem riscos relacionados com efeitos fisiológicos de clonagem, ou o efeito C, que impede que o clone se comporte como a planta matriz.
  Matriz superior de cedro australiano de 5,5 anos em teste de progênie.
“O efeito C foi um dos responsáveis pelo fracasso da cultura florestal do Kiri (Paulownia sp.) na década de 70, e é muito comum em programas de melhoramento de eucalipto e seringueira, também sendo observado em meliáceas. Entre outras causas, é uma das principais razões do baixo nível de seleção de cultivares propagados por clonagem em programas de melhoramento florestal. Trabalhamos com uma razão de seleção de 6 cultivares testados para 4000 plantas estudadas na primeira geração, a fim de afastar tal risco e não deixar este problema nas mãos do cliente”, comenta segundo Eduardo Stehling.
     A 1º geração de cultivares clonados da Bela Vista Florestal já está disponível com qualidade e produtividade surpreendentes. Ainda levará algum tempo até a 2ª geração de cultivares clonados de cedro australiano chegar ao mercado. Até lá ainda acontecerão muitos estudos e testes, a fim de assegurar aos clientes produtos diferenciais, de qualidade superior, visando atender com qualidade o mercado de madeira nobre brasileiro.
Fonte: Painel Florestal

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