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Saiba como prevenir ataque de cupins a celulose

No Brasil é proibido o uso de defensivos para combater tais pragas em locais públicos

Apesar de serem fortes e alcançarem mais de 30 metros de altura, as árvores também são frágeis e podem ser derrubadas por um bichinho de menos de um centímetro: o cupim. “A única coisa que ele utiliza como fonte de alimento é a celulose e todos os materiais que ele consome, seja um papelão, tecido natural, o que ele vai extrair é a celulose”, explica o pesquisador do IPT Gonzalo Lopez.

A celulose é uma fibra que fica dentro das células das plantas. Por isso, os cupins atacam também no papel. Sem perceber, eles fazem ninhos nas paredes das casas para chegar até a madeira. Nas árvores, eles quase sempre atacam pela raiz, mas o sinal pode aparecer do lado de fora, na casca.
Em uma colônia existem dois tipos de cupins: os soldados e os operários. “O operário faz todo trabalho dentro da colônia. Ele ataca a madeira, constrói galerias, ninho, alimenta os jovens, o rei e a rainha, os soldados. Os soldados, a única função deles é proteger a colônia de inimigos naturais”, esclarece Lopez.
Os cupins vieram do sudeste da Ásia. Os primeiros foram vistos no Rio de Janeiro e em Santos e devem ter atracado no Brasil por navio. Junto com os fungos, esses insetos causam sérios problemas para as árvores.
“Temos registrado perto de 300 espécies no Brasil. Dessas, 20 a 25 são consideradas pragas. Um ataque intenso de cupim ou fungo pode provocar a morte da árvore”, completa o pesquisador.
Se for identificado cupim em alguma árvore é preciso avisar a Prefeitura. No Brasil é proibido o uso de remédios para combater essas pragas em lugares públicos, como calçadas e praças, porque os produtos são tóxicos. O que a Prefeitura faz é cortar os galhos ocos. Se a árvore toda estiver comprometida, o jeito é arrancar.

Fonte: Painel Florestal/Adaptado

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