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LandSat 5 : Missão Cumprida !


Está na hora do adeus ao Landsat 5, há 29 anos observando o planeta terra !

Após três décadas de bons e leais serviços, o mais antigo satélite norte-americano de observação do nosso planeta vai fechar os olhos para sempre neste ano.

O Landsat 5, lançado pela agência espacial norte-americana NASA a 1 de Março de 1984, vai ser desativado,  anunciou em comunicado os Serviços Geológicos dos EUA (USGS). Apesar de o satélite ter conseguido ultrapassar várias avarias graves e excedido em muito os três anos de vida útil inicialmente programados, “uma recente avaria num giroscópio não deixa outra opção senão pôr fim à missão”, escreve o operador do Landsat 5.

A 75 quilômetros por cima das nossas cabeças, o Landsat 5 anda há 29 anos a dar uma volta à Terra em cada 99 minutos, varrendo a totalidade do planeta em 16 dias e tendo assim somado mais de 150 mil revoluções e vários milhões de imagens, numa constante monitorização global. “Desde 1984, qualquer evento que tenha deixado nesta Terra uma marca maior do que um campo de futebol foi provavelmente registado pelo Landsat 5, seja um furacão, um tsunami, um incêndio florestal, a desflorestação ou uma maré negra”, diz Marcia McNutt, diretora do USGS, citada no documento. “Esperamos que o programa Landsat ainda tenha pela frente uma longa e produtiva continuação, mas é pouco provável que venha a haver um outro satélite tão notavelmente longevo como o Landsat 5.”

As missões Landsat têm permitido perceber melhor, por exemplo, a evolução dos recifes de corais ou dos glaciares da Antártida  O Landsat 5, em particular, registou nas últimas décadas o impacto dos desastres naturais, das alterações climáticas, do desenvolvimento urbano e agrícola.

Do lado dos desastres “com mão humana”, também não lhe escaparam a explosão do reator nuclear de Chernobyl  em 1986, nem os incêndios ateados pelo exército iraquiano nos poços de petróleo do Kuwait, quando da sua retirada daquele país, em 1991, quase no fim da primeira Guerra do Golfo. Nem mesmo, segundo o site space.com, o rescaldo dos ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001 à Torres Gémeas de Nova Iorque ou “as multidões em Washington, DC, para assistir à tomada de posse de Barack Obama em 2009”.

O primeiro satélite da série, o Landsat 1, foi lançado em Julho de 1972. Quanto ao Landsat 5, tem a bordo, tal como o seu predecessor (o Landsat 4), dois instrumentos de coleta de informação: o “mapeador temático” (thematic mapper, ou TM, com uma resolução espacial de 30 metros) e o scanner multiespectral (MSS), uma versão menos sofisticada do TM.

Quando o TM sofreu uma avaria eletronica em Novembro de 2011, os responsáveis da missão viram-se obrigados a suspender a recolha de imagens com esse dispositivo. Mas entretanto, explica a NASA, foi possível, em Abril de 2012, “ressuscitar” o MSS — que se encontrava desativado desde 1995! Este segundo instrumento, embora não recolha dados de temperatura como o TM e possua uma resolução inferior — mas que consegue, tal como o TM, apanhar em cada imagem cerca de 3000 quilômetros quadrados da superfície terrestre —, tem assegurado a missão nos últimos meses. “[O MSS] não é um substituto do TM”, explicava em Abril Marcia McNutt, “mas deverá permitir manter alguma continuidade na recolha de dados se por acaso o Landsat 7 (lançado em 1999) avariar antes da entrada em órbita do Landsat 8, em 2013.” Ironia do destino: afinal, as coisas aconteceram ao contrário e deverá ser o Landsat 7, embora padecendo já algumas deficiências técnicas, a aguardar sozinho pelo seu sucessor...

Entretanto, a equipa de gestão de voos do USGS desencadeou há dias o processo que deverá permitir retirar em segurança o velho satélite moribundo da sua órbita operacional, diz ainda o comunicado do USGS, mas a desativação total do Landsat 5 ainda deverá prolongar-se durante vários meses.

O Landsat 8, que a NASA irá lançar em Fevereiro, terá dois instrumentos mais sofisticados, diz o space.com, citando aquela agência espacial. O Operational Land Imager recolherá dados em luz visível, infravermelhos próximo e de onda curta — e ainda “em duas novas bandas espectrais, uma para ajudar a ver as águas costeiras e outra para detectar cirros, nuvens difíceis de ver” — e o Sensor Infravermelho Térmico medirá a temperatura da superfície terrestre.

Fonte: FlorestGis

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