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A silvicultura brasileira nos próximos anos!

Quais seriam as tendências da silvicultura para os próximos 10 anos? Uma pergunta provocativa, de difícil resposta, mas que faz muito sentido, especialmente, nos momentos atuais de aparentes transições estruturais do setor. Tema para discussões que podem despertar a imprescindível necessidade de políticas públicas para o crescimento setorial. Esse passo é muito importante para que o Brasil possa ter, de fato, condições de utilizar-se de suas extraordinárias características de competitividade oferecidas pela silvicultura. 

Longe da inspiração de uma bola de cristal, procurou-se apresentar de forma provocativa uma relação de tendências. Essas mudanças de cenários poderão refletir nos aspectos institucionais, nas demandas científicas, nos aspectos econômicos,ambientais,sociais, no mercado de madeira, na prestação de serviços operacionais,etc. Deixar de se desenvolver a reboque, é na verdade, o grande desafio que se coloca!

A forma de se identificar com precisão essas tendências, o encaminhamento e equacionamento de eventuais dificuldades é outra questão.Provocativamente, e sem ordem de prioridades são apresentadas à reflexão as seguintes sugestões:

1- Mudanças de gestores - existirão grandes negociações de ativos florestais, passando a gestão das florestas de produção dos atuais consumidores para grupos de investidores nacionais ou internacionais;

2- Novas tecnologias - nova onda na tecnologia florestal para aumento de produção e redução dos custos na formação de florestas; 

3- Aumento do nível de mecanização - adequações dos procedimentos operacionais para aumentar o nível de mecanização e depender cada vez menos de mão-de-obra, cada vez mais escassa nos diversos pólos florestais;

4- Valores institucionais sem o peso das grandes empresas - diminuição progressiva da participação direta das grandes empresas consumidoras de madeira no direcionamento institucional do setor produtivo;

5- Exclusividade tecnológica - investimentos em pesquisas científicas e exclusividade dos conhecimentos gerados;

6- Valorização do social e ambiental - maior valorização dos aspectos sociais e ambientais para responder às pressões do final da cadeia de produção (papel,aço,móveis, etc );

7- Florestas de uso múltiplo - manejo das florestas para uso múltiplo da madeira visando agregar maior valor aos ativos florestais;

8- Mudanças na prestação de serviços - especialização e profissionalização da terceirização;

9- Novos protagonistas para o fomento florestal - fomento florestal e parcerias através de produtores e gestores de florestas, permitindo aos atuais consumidores, a posição simplista de compradores de madeira;

10-Valorização crescente das florestas e da madeira - novos usos e valorização crescente dos produtos de florestas plantadas.


Fonte: Painel Florestal/Adaptado Floresta Viva

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